
O satélite caçador de exoplanetas, Kepler da NASA avistou o primeiro sistema solar circumbinário, assim denominado pelo fato de existir, pelo menos, um planeta orbitando um par de estrelas (nesse caso são dois planetas orbitando uma estrela binária). É a primeira vez que os cientistas confirmam a existência de um sistema solar desta natureza. Localizado na constelação de Cygnus, há cerca de 4.900 anos luz da Terra, a descoberta prova que planetas podem se formar e adquirir uma órbita estável ao redor de duas estrelas. Uma das estrelas é similar ao nosso Sol, mas só tem 84% de seu brilho enquanto que sua companheira só tem um terço do tamanho do Sol e menos de 1% de seu brilho. O planeta interno denominado Kepler-47b é o menor já detectado orbitando duas estrelas, com cerca de três vezes o raio da Terra, mas que ferve por estar muito próximo da dupla de estrelas.
O planeta externo (Kepler-47c) é um gigante gasoso com cerca de quatro vezes o tamanho da Terra e que está dentro da zona habitável do par de estrelas, onde a água pode existir em estado líquido, possuindo, talvez, uma densa atmosfera que pode ser formada por grossas e brilhantes nuvens de vapor de água. Embora o planeta em si talvez não suporte vida, uma de suas possíveis luas pode estar explodindo em vida, com uma fauna e flora tão deslumbrantes quanto a que temos aqui na Terra. A descoberta demonstra a incrível variedade de sistemas planetários que temos em nossa galáxia, ao mesmo tempo em que é um passo importantíssimo rumo ao objetivo de se descobrir um planeta como a Terra orbitando na zona habitável de outras estrelas!
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| Este gráfico compara o sistema Kepler-47 com o nosso Sistema Solar. |
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| Kepler-47c e Kepler-47b, respectivamente. |
Creditos: Nasa
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